terça-feira, 31 de março de 2020

A CHAPADA DOS GUIMARÃES

POUSADA PENHASCO
De 16 a 19 de março


A CHAPADA DOS GUIMARÃES


A Chapada é a “cereja do bolo” e o principal motivo da nossa viagem. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, com 32.630 hectares, situado entre as cidades de Cuiabá e a de Chapada dos Guimarães, abriga belas paisagens e inúmeras atrações para deleite dos viajantes e aventureiros, embora ainda deixe muito a desejar em matéria de infraestrutura.

Deixamos o Malai Manso Resort após o café da manhã e seguimos pela rodovia MT-251 em direção à cidade de Chapada dos Guimarães, e já fomos aproveitando o deslocamento para ver algumas atrações. Ao longo da estrada vimos vários balneários com estruturas de lazer aproveitando os rios Mutuca, dos Peixes, da Paciência e Coxipó. E a partir de um determinado ponto fomos margeando os enormes paredões de pedra vermelha recortados que caracterizam a Chapada.














Antes de chegarmos na cidade propriamente dita, passamos pelo  Mirante Alto do Céu, muito bem montado, que fica em uma propriedade privada e cobra R$ 20,00 pp,. Você tem que sair da estrada principal e se dirigir à margem do penhasco, em uma estrada de terra, após as instalações do radar do CINDACTA I da FAB. As indicações na estrada são muito falhas – as placas citam as atrações, mas não mostram com precisão onde se localizam. Nesse mirante você tem uma linda vista do vale até Cuiabá, e segundo eles nos dias bem claros, até o Pantanal.













Depois seguimos para o Rest. Morro dos Ventos, ao lado de outro mirante com o mesmo nome, onde almoçamos uma  comida regional muito boa chamada de “Costela da Graça”, uma espécie de “carreteiro” de costela com repolho, e depois vimos a vista do vale.















Outro ponto a visitado foi o Mirante – Centro Geodésico da América do Sul - a 8 km da cidade de Chapada dos Guimarães, é acessado pela Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), sentido Campo Verde. A vista panorâmica a 845 m de altitude é belíssima e, em dias de céu límpido, é possível ver a cidade de Cuiabá, que fica a cerca de 30 km em linha reta. A vista noturna, sobretudo nos meses secos, é deslumbrante. O Mirante é considerado o Centro Geodésico da América do Sul, sendo equidistante do Oceano Pacífico e do Oceano Atlântico.






Então seguimos para o nosso hotel, Pousada Penhasco, para programar nossas atividades nos próximos dias. Contratamos a guia Joana D’Arc para o passeio na Cidade de Pedra e jantamos no próprio hotel. O hotel fica na beira do penhasco e tem uma bela vista que descortina todo o vale. É muito bom – tem sauna, piscina, quadras de esporte, restaurante etc. O quarto é amplo, limpo, tem TV, frigobar e boa internet. Mas é bem caro!!!



















As atividades na Chapada são trilhas no parque para ver cachoeiras – Circuito das Cachoeiras (7 km), trilha pelo Vale do Rio Claro (15 km) , trilha ao morro São Jerônimo (20 km), visita à Cidade de Pedra e outras. Exceto pela trilha às cachoeiras Véu de Noiva (1,2 km ida e volta) e dos Namorados +Cachoeirinha (2,2 km idade e volta) que você pode fazer sozinho, todas as demais atividades devem ser feitas com guia. No site www.chapadamt.com.br é possível contratar um guia e agendar os passeios, bem como obter informações sobre as atividades, hospedagem, restaurantes, etc, no Parque e na cidade.

Além das atividades no Parque também há algumas atividades de trilhas e cachoeiras fora do parque, em propriedades particulares, passeios de bicicleta, banhos de rio nos balneários, etc.

Nosso primeiro dia então foi uma visita à Cidade de Pedra, umas formações rochosas em uma área do parque no distrito de Água Fria. É a atração mais emblemática da chapada pois dali se descortina os paredões de 350-400 metros de altura. A atividade precisa ser acompanhada de um guia e ser feita com carro 4 x 4 e como o nosso é, não foi problema. Após andar numa estrada até a entrada do parque por cerca de 10 km, paramos o carro e caminhamos até a beira do penhasco por entre uma vegetação de cerrado. Há alguns mirantes de onde se vê as paredes e o vale e se consegue fazer belas fotos. A caminhada de ida e volta tem cerca de 2 km e é bem tranquila. Nossa guia era uma moça bem simpática – Joana D’Arc -  e nos cobrou R$ 200,00 pelo serviço.





















No retorno para a cidade paramos em uma lojinha que só vende mel de abelha e produtos afins. Tudo de bom!!!



Depois de almoçar na cidade, no restaurante Pomodori Trattoria, uma mistura de italiano c/ regional, com comida razoável e preço OK, saímos para conhecer duas cachoeiras no circuito fora do parque.



A primeira foi a Cachoeira do Marimbondo- caminhada 200 m com descida íngreme. A cachoeira é bonita, mas o poço  para banho é feio. Eles cobram uma taxa de  R$ 10,00,  mas idoso não paga.










De lá seguimos para a Cachoeira da Geladeira, um pouco adiante, que tem esse nome devido às suas águas frias. Tem uma caminhada de 510 m, sendo 200 em descida moderada. A cachoeira é bem bonita e boa para banho. Não é tão fria quanto dizem - as de Pirenópolis são muito mais geladas.







Depois voltamos para o hotel e ficamos na piscina e sauna programando o próximo dia.

O programa do último dia seria uma caminhada nas cachoeiras do Parque sem guia – Véu de Noiva e Namorados. Quando chegamos ao Parque ele estava fechado, pois devido à pandemia de coronavírus havia uma ordem do ICMBIO para fechamento de todos os parques devido à quarentena.

Com isso, nossa programação estava prejudicada e então voltamos ao hotel e decidimos iniciar nosso retorno à Brasília. Como sempre dividimos às tarefas entre o casal: enquanto um arrumava rapidamente as malas, o outro reprogramou o retorno quanto às reservas de hotel e o trajeto.

Com isso, saímos do hotel por volta das 10:30 e seguimos para Barra do Garças onde chegamos por volta das 16:00. Dessa vez nos hospedamos no Odara Hotel. Um hotel maior e melhor, porém mais antigo e precisando de uma reforma para modernizá-lo. Ficamos um pouco na piscina para relaxar e jantamos no próprio hotel. Optei por um filé de pintado ao molho de moqueca com risoto de banana da terra que estava maravilhoso! Surpreendente encontrar esses pratos assim em locais inusitados. A cama era bem mais confortável do que a do outro hotel!!!








No dia seguinte, seguimos para casa onde chegamos às 17:30. Dessa vez viemos pela estrada de Goiânia, que era duplicada desde Goiás Velho até Brasília, contudo se perde muito tempo para cruzar a capital Goiânia.

Mais um objetivo conquistado e mais um pouquinho desse lindo país visitado e conhecido. Agora, programar outras viagens!!!!